Temas Bíblicos

Abraão e Sodoma

Abraão e Sodoma
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

Gênesis 18.22-33

I. A pergunta de Abraão sobre Sodoma. Destruirás também o
justo com o ímpio? Deus nunca destrói o justo com o ímpio, como
evidenciam as seguintes ilustrações:

1. Noé e os antediluvianos. Quando Noé e sua família estavam
sãos e salvos na arca, as comportas dos céus foram abertas e as águas
levaram todos os que estavam fora da embarcação de segurança (Gn
7.13ss).

2. O primogênito de Israel e do Egito. O sangue protetor do
cordeiro foi aspergido sobre os umbrais das portas dos israelitas; só
então o Senhor atingiu os primogênitos do Egito (Êx 12.28,29).

3. Israel e Corá. Foi depois de Israel ser separado das tendas
de Corá e seus seguidores, que a terra se fendeu e os engoliu (Nm
16.26ss).

4. Os crentes e os incrédulos. Antes que o Senhor venha em juízo
para banir os incrédulos da Sua presença, Ele terá recolhido os Seus
redimidos para Si; portanto, eles são vistos seguindo com Ele (Ap
19.14) e assentados em juízo também (Ap 20.4; 1 Co 6.2,3).

Sobre a pergunta de Abraão,
os justos estão misturados aos ímpios neste mundo.

Entre os melhores,encontram-se costumeiramente alguns maus; e, entre os piores,alguns bons. Mesmo em Sodoma, existe um Ló. Em segundo lugar,embora os justos estejam entre os ímpios, Deus não destruirá, com toda certeza, os justos com os ímpios. Ainda que, neste mundo, eles possam estar envolvidos nas mesmas calamidades, naquele Grande Dia, haverá uma distinção”.

II. O apelo de Abraão sobre Sodoma. O apelo de Abraão foi que os
ímpios de Sodoma fossem poupados por amor aos justos que moravam ali. Esse apelo sugere duas coisas:

1. Que os homens justos previnam o juízo. Vós sois o sal da terra
(Mt 5.13), disse Cristo aos Seus discípulos. Os santos são o sal da terra que impede o restante de apodrecer. Muitos homens ímpios já foram impedidos de fazer o mal na presença de quem anda com Deus.

Eu me lembro de um homem que, em certa manhã de domingo, escondeu-se nos arbustos que cresciam ao redor do rio Avon, pois trabalhara no próprio jardim no dia do Senhor; porém, a sua consciência o acusou ao ver um seguidor de Cristo.

2. A lei da substituição sugerida. Dez homens justos teriam
sido a salvação de Sodoma, mas a cidade teria sido poupada por
causa de outros, não por si mesma. O mesmo se aplica ao cristão;
ele é salvo e perdoado por causa de Cristo (Ef 4.32; 1 Jo 2.12),
que sofreu todo o juízo em seu lugar.

Deus procurou, em vão, um homem que se pusesse na brecha para impedir o juízo sobre Judá, mas não encontrou um sequer (Ez 22.30; Jr 5.1); porém, em Cristo, existe Alguém que Se coloca na brecha e toma o lugar daqueles que creem nele.

III. A comunhão de Abraão com Deus sobre Sodoma (v. 17,33).

Deus conta mais a Abraão sobre a destruição de Sodoma do que a
qualquer outra pessoa e, assim, Ele lhe revela os Seus mistérios.

Não foi a Ló, o típico cristão morno, que o propósito de Deus foi revelado,mas, sim, ao Seu amigo fiel e separado. Para que sejamos iniciados nos segredos divinos e nas maravilhas da Palavra de Deus, precisamos ter comunhão com o Senhor de todo o nosso coração, assim como João que, estando em Espírito, pôde ver e compreender os extraordinários símbolos do livro de Apocalipse.

Não foi aos sodomitas que o propósito de Deus foi revelado. Seus sentidos morais tinham sido embotados há muito tempo pelo pecado, e, portanto, eles eram incapazes de ouvir
a voz do Senhor. O impressionante nesse incidente, para mim, é que Deus diz mais aos Seus filhos sobre a punição dos ímpios do que aos próprios ímpios.

O Senhor contou a Noé sobre o dilúvio. Ele informou Moisés da destruição vindoura dos primogênitos do Egito. Ele revelou a Daniel que Cristo derrotaria os poderes mundiais, como se vê na pedra que esmaga a imagem de Nabucodonosor em pedaços (Dn 2).

Foi aos discípulos que Cristo descreveu a punição dos ímpios, que irão […] para o tormento eterno (Mt 25.46).

À igreja, em Tessalônica, foi revelado que os que não obedecem ao evangelho […] padecerão eterna perdição (2 Ts 1.8,9); e, ao apóstolo João, foi mostrada a cena do Juízo Final (Ap 20.11-15). Parece haver duas razões para o Senhor contar tantas coisas aos Seus filhos sobre a punição: primeiro, a fim de que eles saibam de qual terrível destino foram resgatados; e segundo, para que proclamem com coração e lábios ardentes a ira que está por vir
sobre os impiedosos.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

Deixe um comentário