Estudos Bíblicos

Montanhas Cabeças e Reis

Montanhas Cabeças e Reis
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

Devemos analisar agora uma parte da passagem de Apocalipse que é um pouco difícil. Por favor, me acompanhe cuidadosamente através de alguns passos de lógica. Esta visão não é tão difícil de entender como parece à primeira vista. Tudo o que é exigido é um pouco de sabedoria, a qual Deus alegremente dará a todos os que lhe pedirem.

Somos informados que esta prostituta está montada sobre a besta. Esta besta tem sete cabeças e dez chifres. Em outra parte iremos nos referir a este assunto da besta e dos dez chifres. Por ora, iremos nos concentrar apenas nas sete cabeças da besta. O anjo nos ajuda, explicando: “As sete cabeças são sete montes sobre os quais a mulher está assentada, e também são sete reis.” (Apo.17.9,10 NASB)

Aqui temos uma fórmula bem simples. Cada cabeça representa um monte e um rei. Poderíamos pensar sobre isto da seguinte maneira:

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

Então lemos: “Cinco já caíram” (Apo.17.10). Assim, aprendemos que de sete entidades, cinco delas já caíram. Isto significa que elas já surgiram e já se foram da história. Isto, então, nos deixaria um diagrama parecido com este abaixo, estando riscados os que já caíram, deixando-nos apenas dois grupos:

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

1cabeça = monte = rei

Sobre as duas entidades que restaram, lemos: “uma é, e a outra ainda não chegou; e quando vier, deve permanecer por pouco tempo”. (Apo.17.10) Não há dúvida de que, após quase 2000 anos de história, a entidade que “é”, ou melhor, que existia no tempo em que o Apocalipse foi escrito, também já tem “caído” ou desaparecido.

Assim, podemos também riscá-lo. O que, então, nos deixaria com apenas um, do qual é dito “ainda não chegou”.

1cabeça = 1 monte = 1 rei

1cabeça = 1 monte = 1 rei

O que tudo isso significa? Em profecia bíblica, geralmente uma “cabeça” sobre algum tipo de besta significa um líder, ou um rei. Já temos visto isto em nossa fórmula 1 cabeça = 1 monte = 1 rei . Os montes provavelmente representam reinos. Encontramos apoio para esta interpretação no livro de Daniel.

Enquanto o profeta está tendo a visão, ele viu “uma pedra que fora cortada sem a ajuda de mãos” que esmagou os pés da grande estátua e “se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra”.

(Dan.2.35) Isto, então, significaria que, quando o Senhor Jesus voltar, Ele irá esmagar o anticristo e que o Seu Reino se tornará grande (uma grande montanha) e encherá toda a terra. Portanto, podemos concluir que montes representam reinos.

No início, no capítulo 17, nos é dito que a grande prostituta está assentada sobre sete montes, (vs9). Acredito que os leitores já começaram a perceber qual é o significado da palavra “Babilônia”. Não há dúvida de que você irá sentir a imensidão do pecado dela e de seu comportamento lascivo e degradante. Ela é o símbolo de riqueza, luxuosidade, mundanismo e de toda sorte de pecado.

Assim, o que vemos aqui é que o espírito de Babilônia, com tudo o que ele representa, irá se manifestar, em toda a sua expressão, sete vezes através da história mundial, em sete reinos (sete montes) e sob a autoridade de sete reis.

Cinco deles já vieram e já se foram, no tempo em que João teve esta visão. Um deles existia no seu tempo, e um último estava vindo. Isto significaria que nós poderíamos olhar para trás, na história mundial, e encontrar cinco instâncias de um império que se tornou bem sucedido, rico e, então, totalmente decadente.

Eu não quero dizer que sou um estudioso de história. Mas posso imaginar que Babilônia antiga era um lugar que se encaixa bem em nossa descrição. O Egito antigo, sob o domínio dos Faraós, também poderia se levantar da forma como temos descritos.

Possivelmente o império dos Medo-Persas ou o reino de Alexandre, o Grande, ou até mesmo a antiga Assíria também poderiam se encaixar em nossas descrições. Embora este escritor não seja capaz de identificar

precisamente cada um dos cinco reis que já caíram, mesmo porque identificá-los não é importante para o nosso entendimento.

Certamente houve cinco reis, e eles já caíram. A manifestação de Babilônia que “é”, ou que existia nos dias do apóstolo João, é mais fácil de se identificar. O Império Romano, o qual era então proeminente, se encaixa exatamente em nossa descrição.

Ele se tornou famoso pelos seus excessos. Orgias, festas, entretenimentos, incluindo violência, espetáculos sangrentos envolvendo animais, pessoas e gladiadores, perversão sexual, luxuosidade e todos os ingredientes de Babilônia, que já temos discutido, foram encontrados no auge do Império Romano.

Este reino poderia, então, representar a sexta [ 1 cabeça = 1 monte = 1 rei ] entidade, que no tempo presente já tem sido reduzido a simples sombra de seu poder inicial, fama e pecado.

O que procuramos hoje é a última manifestação de Babilônia. Podemos esperar ver em nossa geração uma “cidade” que está se tornando tudo aquilo que o Império Romano foi, e até mais.

Podemos olhar para alguma coisa que seja bem egoísta, que esteja rodeada por todo tipo de luxuosidade e prazer, uma cidade/nação que tem se tornado tão imoral e vil, que talvez coloque as outras manifestações da prostituta Babilônia ao ridículo.

É certo que, no final desta era, irá aparecer uma última grande “Babilônia” que, em termos de luxúria, excesso e pecado, irá se levantar com uma espécie de enorme cabeça cheia de pus, até ser julgada e destruída por Deus. 

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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