Estudos Bíblicos

As Responsabilidades Do discipulado 

As Responsabilidades Do discipulado 
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

Além destes custos, ser um discípulo acarreta três responsabilidades.

Testemunhando de Cristo

Em primeiro lugar, o discípulo é responsável por testemunhar de Cristo. Não se trata de afastar-nos de todos os descrentes; significa que, seguindo o exemplo de Paulo, devemos procurar terreno em comum com os não-cristãos, com a esperança de finalmente levar alguns a Cristo (1 Co 9:19-20).

O ministério de um discípulo é o ministério de apresentar Jesus Cristo a homens que não O conhecem. O ministério de um discípulo é o ministério de transmitir aos outros a verdade acerca do Pai e do Filho que nos foi revelada pelo Espírito Santo.

O ministério de um discípulo transforma a pessoa em canal através do qual o Espírito de Deus imprime a verdade divina sobre homens que são ignorantes de Deus por causa da sua cegueira natural.

Os homens não são discípulos por causa daquilo que dão ou daquilo que fazem.

São discípulos por causa daquilo que comunicam aos outros acerca de Jesus Cristo… Levamos a efeito o ministério de um discípulo de duas maneiras principais, pelas nossas vidas e pelos nossos lábios. Uma destas maneiras, sem a outra, é insuficiente e inadequada. A Palavra de Deus que vem dos lábios do discípulo deve ser confirmada pelas obras de Deus do discípulo.5

Levando Outros à Maturidade

Uma segunda responsabilidade do discípulo é levar outros à maturidade. Paulo escreveu acerca deste tema na sua Epístola aos Colossenses (1:28, 29). Paulo era o instrumento do Espírito Santo, e reconheceu que Deus providencia o poder necessário e depois opera através de seres humanos dedicados para levar outras pessoas a um estado de maturidade espiritual.

Alguém sugeriu que há cinco maneiras mediante as quais estimulamos a maturidade nos outros: ao servir como exemplo de como deve ser o cristianismo maduro (1 Ts 2:8), ao providenciar oportunidades para um discípulo ter experiências práticas em testemunhar e servir (Mc 6:7), ao avaliar as ações do discípulo durante seu período de treinamento (Mc 6:30), ao ensinar e dar informações (2 Tm 3:15-17), e ao confrontar honestamente os outros com as dificuldades do discipulado (Lc 14:25-33).” Estes cinco princípios podem ser usados na medida em que discipulamos aos outros, e também podem ser usados pelas pessoas que nos discipulam.

É possível que estas também sejam algumas das maneiras mediante as quais Deus nos transforma no tipo de indivíduo que Ele quer que sejamos.

Fazendo Discipuladores

Finalmente, o discípulo tem a responsabilidade de fazer discipuladores — treinando aqueles que podem sair para disci-pular aos outros. Paulo fez um esboço muito explícito ao escrever a Timóteo: “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus.

E o que da minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Tm 2:1, 2). O discipulado é um processo de multiplicação no qual aqueles que são discípulos discipulam aos outros, os quais, por sua vez, se tornam discipuladores.

Deus nunca pretendeu que os cris­tãos aceitassem o evangelho para então nada mais fazerem. Sua intenção foi que nos tornássemos Seus discípulos, com todas as características, custos e responsabilidades que o discipulado acarreta, para então sairmos a fim de fazermos mais discípulos para Cristo.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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