Estudos Bíblicos

A Igreja e o Reino

a igreja e o reino
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

O plano do Pai, a redenção do Filho e a aplicação do Espírito produzem os crentes, que são os componentes da igreja. Em Mateus 16:18, 19 o Senhor Jesus disse a Pedro: “Sobre esta rocha edificarei a minha igreja, e… dar-te-ei as chaves do reino dos céus” para abrir as portas do reino.

Pedro usou uma chave no dia de Pentecoste para abrir o portão aos crentes judeus para entrarem no reino dos céus (At 2:38-42); ele usou a outra na casa de Cornélio para abrir o portão para que os crentes gentios entrassem no reino (At 10:34-48). Em Mateus 16:18, 19 estes dois termos, a igreja e o reino, são intercambiáveis. Onde há a igreja, certamente há o reino. Se há o reino, certamente há a igreja.

 um diagrama do reino

Desde que o reino é um dos mais complexos temas na Bíblia, o diagrama nas páginas seguintes será de grande ajuda para o nosso entendimento. O primeiro e o último círculos do diagrama estão coloridos em amarelo dourado.

Ouro significa Deus ou o que é divino. Estes dois círculos representam a eternidade passada e a eternidade futura. Entre esses dois círculos existem quatro círculos no tempo. O tempo é a ponte entre os dois extremos da eternidade.

A ponte do tempo cobre quatro dispensações: a dispensação antes da lei, a dispensação da lei de Moisés até Cristo, a dispensação da graça e finalmente, a dispensação do reino. Essas dispensações ligam os dois extremos da eternidade.

Os círculos intitulados “A Dispensação Antes da Lei” e “A Dispensação da Lei” estão coloridos em marrom, significando algo terreno. A dispensação antes da lei refere-se aos Patriarcas e dura de Adão até Moisés.

A dispensação da lei refere-se aos israelitas, durando de Moisés até Cristo. (Por favor, reparem nas colunas na parte de baixo do diagrama com as referências bíblicas e explicações.) Da primeira vinda de Cristo até a Sua segunda vinda é a dispensação da graça.

Quando o Senhor Jesus voltar para estabelecer o Seu reino nesta terra, este será o reino de mil anos, o milênio, a dispensação do reino. Os círculos intitulados “A Dispensação da Graça” e “A Dispensação do Reino” estão coloridos em azul, significando o reino dos céus. O céu é sempre demonstrado pela cor azul.

O último círculo está colorido em amarelo dourado, mas ele é bem diferente do círculo amarelo dourado da eternidade passada. Na eternidade futura está a Nova Jerusalém, a qual é uma composição de todos os santos de todas as dispensações precedentes.

Alguns serão dos Patriarcas, alguns dos israelitas, alguns da igreja, e alguns também do milênio. Todos os santos dessas quatro dispensações estarão reunidos como a consumação final e máxima, a Nova Jerusalém. Em volta da Nova Jerusalém estarão as nações purificadas como os povos do novo céu e nova terra. 

A Igreja — Crentes Vencedores e Derrotados

O primeiro círculo azul do quadro é a igreja, a qual é composta dos verdadeiros cristãos. Dentro desse círculo azul está um círculo tracejado também em azul. Este círculo significa os crentes vencedores, que estão entre as igrejas e pertencem às igrejas. Como cristãos nossa cor é azul.

Nós somos celestiais. Estamos na terra, todavia somos celestiais. Um brasileiro, por exemplo, pode estar na África do Sul, mas ele ainda é um brasileiro. Ele é um brasileiro na África do Sul. Hoje estamos aqui na terra, mas não somos um povo terreno. Nós somos o povo celestial.

Deus tem escolhido e regenerado milhões de pessoas, mas nem todos acompanharão Deus. Esses se tornam os crentes derrotados. Alguns que foram regenerados cooperam com Deus. Esses tornam-se os crentes vencedores.

Entre os crentes, então, existem duas categorias, os vencedores e os derrotados. Muito da disputa com respeito ao arrebatamento é devido à omissão desse ponto. Os crentes vencedores participarão no desfrute do reino milenar, mas os derrotados perderão o alvo.

Em 1 Coríntios 5:1-5 o apóstolo Paulo trata com um irmão que está envolvido em fornicação com a esposa de seu pai. Essa situação forçou o apóstolo a entregar tal pessoa “a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (v. 5). Seu espírito, Paulo disse, ainda seria salvo.

Não obstante, tal pessoa pecaminosa ainda era um irmão, escolhido por Deus e regenerado. Paulo entrega tal pessoa a Satanás para ser castigado, contudo o espírito dela ainda será salvo.

Quando o Senhor Jesus voltar para estabelecer o reino, poderia tal crente derrotado ser um rei junto com o apóstolo Paulo? Não é lógico crer assim. Entretanto, seu espírito será salvo. Esse caso mostra que há uma verdadeira diferença entre os crentes vencedores e os derrotados.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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