Estudos Bíblicos

A fraqueza de Sansão

A fraqueza de Sansão
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

“Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher (Sl 25:12).

Esta pergunta sugere que Deus está procurando atentamente pessoas que tenham a preciosa qualidade de temê-lo, para iluminar-lhes de maneira sobrenatural seu caminho.

Não estamos falando de ter medo de Deus e viver debaixo de uma opressão religiosa, mas da graciosidade de se ter a disposição íntima de viver de acordo com o senhorio e a soberania de Deus, amando o que Deus ama e aborrecendo o que ele aborrece.

Enquanto o homem que tem o temor de Deus enxerga seu caminho com os olhos de Deus, o que o abandona terá os olhos do entendimento arrancados. Esta é uma conclusão dramática do paralelo que propomos entre José e Sansão.

Para demonstrar mais detalhadamente os efeitos que o temor de Deus têm no destino do ser humano, vamos colocar lado a lado a vida destes dois grandes homens da Bíblia: Sansão e José.

Ambos tinham um chamado ministerial de grandes proporções. Ambos também tornaram-se personalidades proeminentes em suas gerações. Ambos para se estabelecerem em tudo quanto Deus teria para eles passaram pelo teste que todo homem chamado por Deus passa: o teste da pureza, que expressa nosso controle sobre os picos sentimentais e os desejos ardentes.

É exatamente isto que faz a diferença entre alguém que anda ou não anda no espírito; entre o verdadeiro e o falso sucesso.

Ambos foram confrontados de maneira forte e insistente pelo espírito de sensualidade, o que representou um crivo para que pudessem ser empossados e sustentados espiritualmente numa dimensão mais elevada de autoridade.

Diante da mesma prova, enfrentando as mesmas hostes demoníacas, apesar de ambos obterem grandes vitórias, eles tiveram um fim bem diferente como vamos apresentar.

A transgressão da debilidade sentimental crônica

Parece que este título não combina muito com Sansão, mas um fato extremamente relevante em Sansão foi sua vida moral debilitada e desprovida do temor de Deus. Na sociedade atual onde a ética do caráter está fora de moda, este modelo de fraqueza assimilada por Sansão se torna mais sutil ainda.

Sansão foi um dos homens mais investidos do poder sobrenatural de Deus. Não se sabe de alguém que tenha tido poderes semelhantes a não ser em fantasias de super-heróis ou em contos mitológicos. Ele era uma verdadeira fortaleza de Deus para sua nação.

Era brutalmente carismático. O Espírito do Senhor se manifestava através dele concedendo-lhe forças e habilidades físicas fenomenais. Sozinho, ele estava enfrentando e eliminando o cativeiro imposto pelos filisteus sobre sua nação.

Em várias investidas de Sansão contra os filisteus ficou comprovado que ele era imbatível. Ninguém poderia vencê-lo fisicamente, nem mesmo todo um exército. Com uma queixada de jumento, ele feriu mil homens de uma vez. E através de muitas outras investidas foi crescendo em fama e se tornou a maior dor de cabeça dos seus inimigos.

Mas a fraqueza de Sansão começa a transparecer quando ele parece ignorar que poderia ser traído pelos seus sentimentos. A causa de Sansão como juiz e defensor de Israel não se delimitava apenas na esfera humana contra os filisteus, mas tinha uma real conotação espiritual.

É muito interessante notar na história de Sansão como apesar dele estar obtendo vitórias aterradoras no âmbito humano, ele estava perdendo terreno espiritual. Isto, em muitos casos pode ser explicado por esta lei moral: Poder e fama sem o temor e o zelo de Deus podem ser elementos catalisadores para a fermentação e controle do espírito de sensualidade.

E o resultado disto é sempre catastrófico e escandaloso.Esta é a mortal transgressão da debilidade sentimental crônica que tem aleijado o destino e subvertido o futuro de muitas pessoas promissoras.

Pessoas conseguem enfrentar muitos ataques e resistências na vida até que precisam enfrentar seus próprios sentimentos. Em poucos instantes a pessoa está nocauteada pela paixão, beijando a lona espiritualmente, negociando princípios, rebelando-se contra seus líderes, abandonando o chamado de Deus e duvidando das suas mais importantes convicções.

A Rota da Decadência

Como já temos dito, para toda queda moral, existe uma escada com degraus de princípios quebrados e leis violadas. Vamos analisar esta rota do fracasso na vida de Sansão através dos três principais episódios de sua vida.

1. Primeiro Episodio: o Casamento de Sansão (Jz 14)

“E desceu Sansão a Timnata: e, vendo em Timnata a uma mulher das (ilhas dos filisteus, subiu, e declarou-o a seu pai e à sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnata, das filhas dos filisteus, tomai-ma por mulher”.(Jz 14:1,2)

A Cobiça: vencido pelos olhos

Primeiramente percebemos a vulnerabilidade de Sansão à cobiça. Apesar do seu vigor físico, ele parecia não ter forças suficientes para dominar a si mesmo. Ele simplesmente viu, desejou, e subjugou-se à cobiça, obedecendo seu imediatismo sentimental. Esta é a primeira característica de alguém a quem o Senhor não está mostrando o caminho que deva escolher.

O caminho que Deus nos aponta a escolher tem sempre a marca da cruz. Ele é estreito suficiente para peneirar nossos desejos e sentimentos frenéticos e compulsivos. Sem perceber Sansão estava começando a perder o controle da situação espiritual.

Ao endossar seu desgoverno sentimental e subjugar-se à cobiça, Sansão estava fazendo de seus próprios sentimentos um terrível inimigo espiritual.

“Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há porventura mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Tomai-me esta, porque ela agrada aos meus olhos”.(Jz 14:3)

Sansão quis tanto agradar os seus olhos que acabou ficando sem eles. Neste texto, vemos um erro duplo:

 Desacatou o conselho dos pais

É necessário estar sempre batendo nesta tecla. As conseqüências de não honrarmos nossos pais violando mandamentos ou desacatando conselhos que estão em harmonia com a palavra de Deus são amaldiçoantes.

Principalmente no caso de Sansão que era um homem nazireu (Jz 13:4,5), ou seja, seus pais é quem haviam assumido a responsabilidade de ajudá-lo a não pecar contra o voto feito a Deus que lhe concedia um plano especial de vida.

Porém, Sansão, delirando por confiar no seu carisma, estava desprezando a mais forte proteção espiritual que possuía: o conselho de seus pais. A velha história se repetindo: a arrogância de exaltar o carisma em detrimento do caráter, da submissão e humildade. Ignorantemente, Sansão já estava vulnerabilizando seu voto.

É importante fazer um breve resumo de algumas das sérias conseqüências de desonrar nossos pais, as quais se cumpriram literalmente na vida de Sansão.

– Encurtar a vida: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”.(Ex 20:5)

A Palavra de Deus é uma espada de dois gumes. Ela corta para a bênção e para a maldição. A promessa da obediência ao quinto mandamento é vida longa e abundante. A sentença da desobediência é morte prematura, vida marcada por muitas frustrações, tendências depressivas, e outras alternativas de sobrevida.

Não é de se admirar que Sansão tenha morrido prematuramente.

Maldições: “Maldito aquele que desprezar seu pai ou a sua mãe”. (Dt 27:16). Uma inumerável gama de adversidades como vícios, problemas psicológicos e sentimentais, problemas financeiros, tormentos espirituais, enfermidades, problemas crônicos de relacionamento e temperamento, etc, são respaldadas pela atitude de desprezar os pais.

Devido a isto Sansão foi um homem atormentado temperamentalmente e perseguido sentimentalmente como vamos estar mostrando.

Cegueira (vida de tropeços): “Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência da mãe, corvos do ribeiro o arrancarão e os pintãos da águia os comerão“. (Pv 30:17)

Sansão teve literalmente seus olhos arrancados pelos filisteus. Algumas maneiras desta cegueira se expressar seriam: não encontrar soluções e direções na vida; praticar os mesmos erros que condena; cair em ciladas do inimigo, acreditando em suas acusações e mentiras sobre Deus, sobre pessoas, e sobre si mesmo.

Quando Jesus abordou os fariseus enquadrando-os na profecia de Isaias: “E neles se cumpre a profecia de Isaias, que diz: ouvindo, ouvireis e não entendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis” (Mt 13:14), a causa que ele aponta é que aqueles homens religiosamente invalidaram o mandamento de honrar os pais através do Corbã (oferta ao Senhor), que nada mais era que um pretexto espiritual para estarem desobrigados da responsabilidade de honrar seus pais (Mt 7:6-12).

Contraíram uma insensibilidade espiritual tão aguda que chegaram a planejar e executar a morte do Messias, tão prometido e esperado por séculos, principalmente por eles mesmos.

Jugo desigual com os incircuncisos

Além de desacatar o conselho de seus pais, Sansão estava cometendo simultaneamente o erro de “tomar mulher dos incircuncisos filisteus”.

A circuncisão é uma marca física para expressar a aliança espiritual com Deus. Foi inaugurada entre Deus e Abraão. Significa alguém que está pactuado com os valores do reino de Deus e que tem a mente e o coração abertos e susceptíveis à revelação divina.

Em contrapartida, a incircuncisão denota alguém espiritualmente endurecido pelo pecado ou até mesmo pela tradição religiosa. É um termo forte, algumas vezes usado pelo apóstolo Paulo para confrontar judeus exageradamente inflexíveis e fechados.

Na linguagem de hoje seria dizer que estas pessoas tinham uma “fimose” na mente e coração que as enclausurava numa compreensão carnal e estática (tradicional) das verdades espirituais. Assim eram os filisteus, totalmente fechados para a revelação de Deus, e por isto infrutíferos.

Jugo desigual, como já descrevemos anteriormente, e mais uma vez enfatizamos, expressa uma situação moral de desequilíbrio que peca contra os critérios de uma associação ou aliança.

É o grosso equívoco de querer conciliar o inconciliável, como Paulo exorta: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?…” (II Co 6:14-16)

Valores morais não têm atribuições relativas, mas absolutas e neste texto Paulo mostra isto evidenciando os extremos excluindo possibilidades de meios termos ou combinações. O que a Palavra de Deus evidencia é que alguém que se submete a uma aliança com os infiéis, ou com a injustiça, ou com as trevas, ou com os ídolos está se auto-excomungando do reino de Deus.

Paulo também coloca um outro aspecto importante do jugo desigual dizendo: “Ou não sabeis que o que se ajunta com uma meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.

Mas o que ajunta com o Senhor é um mesmo espírito” (I Co 6:16,17). Aqui reside um outro princípio espiritual que assevera o poder de contaminação do jugo desigual. Ou seja, é impossível alguém praticar o jugo desigual e sair ileso espiritualmente.

Jugo desigual é descrito como um estado de prostituição espiritual onde o crente acaba encarnando o caráter e o padrão de comportamento do espírito imundo que governa a outra pessoa.

Obviamente, baseado neste entendimento é que os pais de Sansão suplicaram a ele que não se casasse com uma filistéia, mas com uma das filhas de Israel.

Sansão começa a quebrar seus votos

“E desceu, e falou àquela mulher, e agradou aos olhos de Sansão. E depois de alguns dias voltou ele para a tomar, e apartando-se do caminho a ver o corpo do leão morto, eis que no corpo do leão havia um enxame de abelhas com mel.

E tomou-o nas suas mãos, e foi-se andando e comendo dele; e foi-se a seu pai e sua mãe, e deu-lhes dele, e comeram, porém não lhes deu, a saber, que tomara o mel do corpo do leão”. (Jz 14:7-9)

Talvez por Sansão ter simplesmente herdado o voto de nazireado, ainda não estava encarando tão a sério como devia os planos de Deus para sua vida. Estava levando uma vida espiritual superficial, procurando apenas manter as aparências e satisfazer seus sentimentos. A partir daqui ele começa a sentir os efeitos prejudiciais disto.

O texto acima mostra como Sansão peca contra seu nazireado tocando um defunto e comendo algo impuro (o mel em contato com a carcaça do leão). É como se a impureza espiritual contraída por Sansão devido à sua intenção de se casar com uma filistéia estivesse se materializando.

Sansão tanto tinha consciência do seu erro que ele ocultou de seus pais que havia tomado o mel do corpo do leão. Estava andando em trevas.

 Contrai um espírito ferido

É interessante notar como as coisas começam a dar errado para Sansão. As conseqüências do jugo desigual desabam como uma avalanche sobre ele. No banquete de noivado, Sansão propôs um enigma para os filisteus adivinharem. E no desfecho de tudo, se torna vítima de um grande esquema de traição.

Primeiramente foi traído pelos filisteus como descreve o texto: “E sucedeu que, ao sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade a teu marido que nos declare o enigma para que porventura não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai.” (Jz 14:15)

É também simultaneamente traído pela sua própria noiva que dançou a música tocada pelos seus compatriotas, manipulando-o a contar a resposta do enigma e declarando-a aos filisteus (Jz 14:17).

E por fim foi duplamente traído pelo pai de sua noiva, que depois de tudo pronto para o casamento, deu a filha em casamento a um outro homem, que era o seu melhor amigo (Jz 14:20). Dá para ver que os relacionamentos de Sansão não eram nada confiáveis.

Que calamidade! O casamento de Sansão termina com o fato traumatizante dele ser traído na sua lua de mel. Todo este episódio de traição onde seu amigo acaba ocupando seu lugar na noite de núpcias penetrava como uma espada nas suas costas, deixando uma ferida mortal.

Aqui começa a aparecer o perfil interior de Sansão: um homem decepcionado e desiludido sentimentalmente. Suas emoções abaladas e seus sentimentos em pedaços. Os próximos passos de Sansão foram marcados pela inconsequência e desespero. Ele se tornou implacável, oscilando em extremos de rejeição e violência, dor emocional e busca pelo prazer, inferioridade e revolta.

Segundo episodio: a prostituta de Gaza

“E foi-se Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e entrou a ela”. (Jz 16:1)

Decadência total

Num tipo de rebelião sentimental, Sansão busca alívio para sua dor num ato de prostituição. Literalmente, ele “chuta o pau da barraca”, desonrando sua família, sua nação e seu Deus. Desafoga suas angústias com uma prostituta filistéia. Aqui, portanto, Sansão engole a isca e já se mostra duramente manipulado pelo espírito de sensualidade em virtude de suas feridas sentimentais.

Tornou-se, espiritualmente falando, como uma cidade sem muros. Estava aberto e sem defesas contra os fulminantes ataques que a partir daqui se tornariam mais convidativos ainda.

Para quem tem uma certa clareza de como este espírito de sensualidade é implacável, é fácil prever que seria uma questão de pouco tempo para Sansão terminar de entregar o jogo.

Sua consciência em relação aos mandamentos de Deus estava obscurecida. Qualquer luz de discernimento espiritual parecia não existir mais. Sua confiança exagerada no carisma descompensava cada vez mais seu caráter. Não possuía nada mais que o dom da força física, o que seria insuficiente para fazê-lo prevalecer dentro da intensa batalha espiritual que já se encontrava, onde sua situação já era crítica e perigosa.

Terceiro episodio: o caso Dalila – o nocaute final

“E depois disto aconteceu que se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, cujo nome era Dalila”.(Jz 16:4)

Consumido pela paixão

É incrível como episódios de paixão e traição vão se acumulando na vida de Sansão. Tudo parece se repetir trazendo, desta vez, um trauma incurável. Os filisteus agora querem não mais o segredo de um enigmazinho para ganhar uma aposta, mas eles querem o segredo da manifestação de Deus através de Sansão.

Os filisteus haviam descoberto o seu “forte ponto fraco”. Ele poderia ser facilmente vencido através de artifícios da sensualidade. Era claramente um homem vulnerável nos seus sentimentos.

Tudo parecia colaborar com os interesses dos filisteus. Sansão estava apaixonadamente enfeitiçado por Dalila. Mais uma vez uma noiva de Sansão está disposta a se vender e traí-lo em favor dos seus inimigos. Dalila começa uma insistente manipulação para arrancar de Sansão o segredo de suas forças.

Ainda que ele, por várias vezes, mentiu para Dalila acerca do seu segredo, sendo surpreendido pelos filisteus no seu ódio de destruí-lo, sendo abertamente traído por ela, ele parecia não enxergar um palmo à frente do seu nariz. Sansão já estava espiritualmente embriagado pelo vinho da sensualidade para não se dar conta do perigo mortal que o rondava.

Quanto mais dias se passavam, mais Sansão se tornava escravo dos seus sentimentos até que ele não resistiu à manipulação “amorosa” de Dalila e se vendeu ao inimigo: “£ sucedeu que, importunando-o da todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte.

E descobriu-lhe todo o seu coração, e disse-lhe: Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe: se viesse a ser rapado, ir-se-ia a minha força, e me enfraqueceria, e seria como todos os mais homens”. (Jz 16:16,17)

Aqui se quebra o último voto do nazireado: Sansão já havia tocado em defunto, comido coisa imunda (carcaça do leão, queixada do jumento), se embriagou com o vinho da luxúria e o mosto da sensualidade, e agora, tem as sete trancas dos seus cabelos cortados, rompendo definitivamente pela prostituição espiritual sua aliança com a plenitude do Espírito, os sete espíritos de Deus descrito em Is 11:2.

Imediatamente ele foi traído por Dalila, capturado pelos filisteus, que depois de arrancarem seus dois olhos, levaram-no a Gaza, e o prenderam com correntes de bronze. A paixão não apenas é cega, mas ela também cega, enfeitiça, arranca os olhos do entendimento.

Agrilhoado e sem forças, Sansão andava em círculos moendo no cárcere como um animal de carga, humilhado debaixo do jugo de seus inimigos. Antes de ser vencido pelos filisteus, Sansão foi vencido pelos seus sentimentos. Seu maior inimigo estava dentro dele mesmo.

Derrotado pelos próprios sentimentos e escravo do espírito de sensualidade, é condenado à cegueira, prisão, trabalhos forçados incluindo a diversão dos filisteus. Ele se tornou o troféu de Dagon, a maior conquista dos filisteus, e uma vergonha para Deus e sua nação.

É terrivelmente triste, quando por tantas vezes, somos obrigados a conviver com o testemunho de pessoas com um tremendo potencial, mas que simplesmente se deixaram trair pelo espírito de sensualidade. Trocaram toda sua herança em Deus por um sentimento. Venderam sua primogenitura por um prato de lentilhas.

Tornaram-se reprovadas para o propósito de Deus, sofrendo abalos pessoais sem proporções, destruindo suas famílias, ministérios e causando prejuízos incalculáveis ao reino de Deus através de grandes escândalos.

Não importa quanto carisma tenhamos, ou o quanto Deus já tenha nos usado, se abandonarmos o temor de Deus, seremos saqueados e destruídos. “O segredo do Senhor é para os que o temem; e ele lhes fará saber a sua aliança” (Sl 25:14).

A falta do temor de Deus levou paulatinamente Sansão a barganhar o segredo de Deus com o espírito de sensualidade. Ele pecou contra a aliança de Deus. O fim não foi outro senão uma tragédia.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

Deixe um comentário